Túnel da Linha 5 sob o Estreito de Mackinac: O que muda no projeto em 2026?

Por Diego Rodríguez Velázquez

De acordo com Paulo Roberto Gomes Fernandes, a proposta da Enbridge é construir um túnel de utilidades sob o leito do Estreito de Mackinac, conexão entre os lagos Michigan e Huron, para abrigar um novo trecho do duto que hoje fica submerso. A ideia é retirar a tubulação do contato direto com a água, mantendo o transporte de petróleo e líquidos de gás natural por um segmento protegido em uma estrutura de concreto. Se você quer entender por que o túnel proposto para a Linha 5 segue no centro das discussões em Michigan, continue a leitura.

Por que o túnel ganhou força nos últimos anos?

Conforme explica Paulo Roberto Gomes Fernandes, o projeto ganhou tração devido ao histórico de preocupação ambiental com um duto antigo operando em uma área sensível e por disputas regulatórias que se estenderam por anos. Em dezembro de 2025, por exemplo, decisões judiciais federais mantiveram a operação da Linha 5 diante de tentativas estaduais de encerramento do trecho submerso, reforçando que a controvérsia continua ativa enquanto o túnel é analisado como alternativa.

Quais licenças e decisões estão no radar em 2026?

Em 2026, o ponto central é que a obra do túnel ainda depende do desfecho do processo federal de licenciamento. O Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA publicou um Draft Environmental Impact Statement (DEIS) em 2025 e o cronograma público citado pela imprensa indicava expectativa de decisão em 2026.

No âmbito estadual, a Comissão de Serviço Público de Michigan já aprovou o segmento no túnel e decisões judiciais recentes também sustentaram permissões estaduais, ainda que a oposição de grupos ambientais e comunidades indígenas permaneça.

Atualizações no túnel da Linha 5 em Mackinac destacadas por Paulo Roberto Gomes Fernandes.
Atualizações no túnel da Linha 5 em Mackinac destacadas por Paulo Roberto Gomes Fernandes.

Como se lança um duto em um túnel longo e com aclives e declives?

Do ponto de vista de engenharia, um túnel com extensão quilométrica e perfil com trechos de descida e subida impõe desafios de tração, frenagem, controle de alinhamento e apoio contínuo do tubo ao longo do percurso. Como pontua Paulo Roberto Gomes Fernandes, CEO da Liderroll, a discussão deixa de ser apenas “como puxar” e passa a ser “como controlar com segurança” o deslocamento do duto, com estabilidade e precisão.

O que a tecnologia da Liderroll traz para esse tipo de obra?

Nas audiências e discussões públicas, a tecnologia da Liderroll foi mencionada como solução já aplicada em túneis no Brasil para lançamento de linhas de diferentes diâmetros, justamente por trabalhar com roletes motrizes e suportes dedicados ao ambiente confinado. Nessa linha, é apresentado como alguém que domina o histórico e as premissas técnicas desse tipo de operação, especialmente quando o traçado do túnel exige controle rigoroso de esforços.

Também por isso, segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, em obras subterrâneas longas, a diferença entre uma solução “possível no papel” e uma solução “executável com margem de segurança” costuma estar no método de lançamento e nos dispositivos de suporte, e não apenas no diâmetro do duto.

O que observar daqui para frente?

Em 2026, o que tende a definir o próximo capítulo do projeto é a evolução do licenciamento federal e a consolidação do desenho executivo que viabilize a instalação do duto no túnel com estabilidade operacional. Se a obra avançar, a escolha do método de lançamento será um dos pontos mais sensíveis.

Como resume Paulo Roberto Gomes Fernandes, quando o desafio é “colocar o duto para dentro” sem transformar o processo em risco, o diferencial costuma estar na tecnologia aplicada ao deslocamento, apoio e controle do conjunto.

Autor: Anton Morozov

Compartilhe Esse Artigo