Dr. Lucas Peralles observa que uma das perguntas mais recorrentes entre pacientes que tentam emagrecer é: “por que não consigo manter dieta?”. Em muitos casos, a resposta costuma vir acompanhada de culpa e da sensação de falta de disciplina. A experiência clínica desenvolvida ao longo dos anos na Clínica Kiseki, em São Paulo, porém, aponta para outra direção: frequentemente, o problema não está na pessoa que tenta seguir o plano alimentar, mas no próprio modelo de dieta que foi proposto.
Criador do Método LP e especialista em comportamento alimentar, ele defende que protocolos rígidos, incompatíveis com a rotina e sustentados apenas por restrição tendem a falhar na adesão. Entender por que isso acontece e o que realmente é necessário para construir hábitos alimentares duradouros é o que este artigo aborda. Confira!
A dieta que não foi feita para durar
Existe uma contradição fundamental na lógica das dietas convencionais: elas são criadas para produzir resultado rápido, mas vendidas como solução definitiva. Restrição calórica severa, eliminação de grupos alimentares inteiros, cardápios que ignoram preferências e rotina real: esse conjunto pode funcionar por semanas, mas não foi desenhado para durar meses ou anos.
O nutricionista esportivo Dr. Lucas Peralles observa que a maioria dos pacientes que chegam ao consultório com histórico de dietas não falhou porque não tinha força de vontade. Falhou porque o protocolo que recebeu exigia condições que a vida real raramente oferece de forma contínua. Uma semana mais intensa no trabalho, um evento social, uma viagem: qualquer variação da rotina vira justificativa para o abandono, porque o plano não tinha margem para essas situações.
A adesão não é uma questão de caráter. É uma questão de adequação entre o protocolo e a realidade de quem precisa segui-lo. Logo que essa adequação existe, a consistência aparece de forma muito mais natural do que quando o plano exige esforço sobre-humano para ser mantido.
Por que hábitos sustentáveis funcionam melhor do que dietas restritivas?
Hábitos são comportamentos automatizados que acontecem sem deliberação consciente. Quando uma escolha alimentar passa a fazer parte do repertório habitual de uma pessoa, ela deixa de exigir esforço para acontecer. É nesse ponto que o processo de emagrecimento muda de patamar: de algo que precisa ser mantido com disciplina para algo que acontece de forma natural como parte da rotina.
A diferença entre uma dieta e um hábito é exatamente essa. A dieta exige decisão consciente a cada refeição. O hábito simplesmente acontece. Construir hábitos alimentares sustentáveis é, portanto, um objetivo muito mais poderoso do que seguir uma dieta, porque o resultado não depende de motivação constante para se manter.
Segundo o nutricionista esportivo, Dr. Lucas Peralles, hábitos alimentares sustentáveis se constroem de forma progressiva, um ajuste de cada vez. Tentar mudar tudo de uma vez é uma das razões mais comuns para o abandono precoce. Quando as mudanças são introduzidas de forma gradual e o paciente tem tempo de incorporá-las antes que novos ajustes sejam feitos, a adesão aumenta significativamente e o processo se torna muito mais estável.
Como desenvolver hábitos alimentares que resistem à rotina real?
Manter uma dieta não é apenas uma questão nutricional. É uma questão comportamental. Gatilhos emocionais, padrões inconscientes, a relação com a comida construída ao longo da vida e a forma como cada pessoa lida com situações de estresse ou celebração influenciam as escolhas alimentares de forma tão significativa quanto qualquer protocolo nutricional.

Na avaliação de Lucas Peralles, trabalhar o comportamento alimentar dentro do processo clínico não é opcional: é parte essencial da estratégia para quem quer criar hábitos que durem. Identificar os gatilhos que levam aos episódios de descontrole, desenvolver estratégias para lidar com eles de forma diferente e construir uma relação menos ansiosa com a comida são mudanças que nenhum cardápio produz por si só. Os elementos que mais contribuem para a manutenção de hábitos alimentares sustentáveis incluem:
- Protocolo construído para a rotina real, com margem para variações e imprevistos
- Introdução gradual de mudanças, respeitando o tempo de adaptação de cada pessoa
- Identificação e manejo dos gatilhos emocionais que comprometem a adesão
- Desenvolvimento de autonomia alimentar para navegar por situações fora do planejado
- Acompanhamento contínuo com ajustes baseados na resposta individual ao longo do processo
Esses elementos, trabalhados de forma integrada, são o que transforma uma tentativa de dieta em um processo de mudança real e sustentável.
Manter hábitos é mais fácil do que manter dieta
A dificuldade de manter uma dieta não é uma característica pessoal. É uma consequência previsível de um modelo que não foi construído para durar. Assim que o foco muda de seguir regras para construir hábitos, o processo se torna progressivamente mais fácil, não mais difícil, porque cada semana de consistência torna o próximo passo mais natural.
Conforme explica Dr. Lucas Peralles, nutricionista esportivo formado pela Universidade São Camilo, com pós-graduação em Bodybuilder e Nutrição Comportamental, esse é o princípio central do Método LP: construir hábitos que façam sentido para a vida de cada paciente, porque hábitos que fazem sentido não precisam de força de vontade para existir. Para conhecer mais sobre como esse processo funciona na Clínica Kiseki, acesse: https://www.clinicakiseki.com.br.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez


