Por que não consigo manter dieta? Veja como criar hábitos sustentáveis

Por Diego Rodríguez Velázquez

Dr. Lucas Peralles observa que uma das perguntas mais recorrentes entre pacientes que tentam emagrecer é: “por que não consigo manter dieta?”. Em muitos casos, a resposta costuma vir acompanhada de culpa e da sensação de falta de disciplina. A experiência clínica desenvolvida ao longo dos anos na Clínica Kiseki, em São Paulo, porém, aponta para outra direção: frequentemente, o problema não está na pessoa que tenta seguir o plano alimentar, mas no próprio modelo de dieta que foi proposto.

Criador do Método LP e especialista em comportamento alimentar, ele defende que protocolos rígidos, incompatíveis com a rotina e sustentados apenas por restrição tendem a falhar na adesão. Entender por que isso acontece e o que realmente é necessário para construir hábitos alimentares duradouros é o que este artigo aborda. Confira!

A dieta que não foi feita para durar

Existe uma contradição fundamental na lógica das dietas convencionais: elas são criadas para produzir resultado rápido, mas vendidas como solução definitiva. Restrição calórica severa, eliminação de grupos alimentares inteiros, cardápios que ignoram preferências e rotina real: esse conjunto pode funcionar por semanas, mas não foi desenhado para durar meses ou anos.

O nutricionista esportivo Dr. Lucas Peralles observa que a maioria dos pacientes que chegam ao consultório com histórico de dietas não falhou porque não tinha força de vontade. Falhou porque o protocolo que recebeu exigia condições que a vida real raramente oferece de forma contínua. Uma semana mais intensa no trabalho, um evento social, uma viagem: qualquer variação da rotina vira justificativa para o abandono, porque o plano não tinha margem para essas situações.

A adesão não é uma questão de caráter. É uma questão de adequação entre o protocolo e a realidade de quem precisa segui-lo. Logo que essa adequação existe, a consistência aparece de forma muito mais natural do que quando o plano exige esforço sobre-humano para ser mantido.

Por que hábitos sustentáveis funcionam melhor do que dietas restritivas? 

Hábitos são comportamentos automatizados que acontecem sem deliberação consciente. Quando uma escolha alimentar passa a fazer parte do repertório habitual de uma pessoa, ela deixa de exigir esforço para acontecer. É nesse ponto que o processo de emagrecimento muda de patamar: de algo que precisa ser mantido com disciplina para algo que acontece de forma natural como parte da rotina.

A diferença entre uma dieta e um hábito é exatamente essa. A dieta exige decisão consciente a cada refeição. O hábito simplesmente acontece. Construir hábitos alimentares sustentáveis é, portanto, um objetivo muito mais poderoso do que seguir uma dieta, porque o resultado não depende de motivação constante para se manter.

Segundo o nutricionista esportivo, Dr. Lucas Peralles, hábitos alimentares sustentáveis se constroem de forma progressiva, um ajuste de cada vez. Tentar mudar tudo de uma vez é uma das razões mais comuns para o abandono precoce. Quando as mudanças são introduzidas de forma gradual e o paciente tem tempo de incorporá-las antes que novos ajustes sejam feitos, a adesão aumenta significativamente e o processo se torna muito mais estável.

Como desenvolver hábitos alimentares que resistem à rotina real?

Manter uma dieta não é apenas uma questão nutricional. É uma questão comportamental. Gatilhos emocionais, padrões inconscientes, a relação com a comida construída ao longo da vida e a forma como cada pessoa lida com situações de estresse ou celebração influenciam as escolhas alimentares de forma tão significativa quanto qualquer protocolo nutricional.

Lucas Peralles
Lucas Peralles

Na avaliação de Lucas Peralles, trabalhar o comportamento alimentar dentro do processo clínico não é opcional: é parte essencial da estratégia para quem quer criar hábitos que durem. Identificar os gatilhos que levam aos episódios de descontrole, desenvolver estratégias para lidar com eles de forma diferente e construir uma relação menos ansiosa com a comida são mudanças que nenhum cardápio produz por si só. Os elementos que mais contribuem para a manutenção de hábitos alimentares sustentáveis incluem:

  • Protocolo construído para a rotina real, com margem para variações e imprevistos
  • Introdução gradual de mudanças, respeitando o tempo de adaptação de cada pessoa
  • Identificação e manejo dos gatilhos emocionais que comprometem a adesão
  • Desenvolvimento de autonomia alimentar para navegar por situações fora do planejado
  • Acompanhamento contínuo com ajustes baseados na resposta individual ao longo do processo

Esses elementos, trabalhados de forma integrada, são o que transforma uma tentativa de dieta em um processo de mudança real e sustentável.

Manter hábitos é mais fácil do que manter dieta

A dificuldade de manter uma dieta não é uma característica pessoal. É uma consequência previsível de um modelo que não foi construído para durar. Assim que o foco muda de seguir regras para construir hábitos, o processo se torna progressivamente mais fácil, não mais difícil, porque cada semana de consistência torna o próximo passo mais natural.

Conforme explica Dr. Lucas Peralles, nutricionista esportivo formado pela Universidade São Camilo, com pós-graduação em Bodybuilder e Nutrição Comportamental, esse é o princípio central do Método LP: construir hábitos que façam sentido para a vida de cada paciente, porque hábitos que fazem sentido não precisam de força de vontade para existir. Para conhecer mais sobre como esse processo funciona na Clínica Kiseki, acesse: https://www.clinicakiseki.com.br.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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