Na análise do empresário e especialista em soluções ambientais Marcello Jose Abbud, a transição de lixões para aterros sanitários controlados é um dos principais desafios ambientais enfrentados pelos municípios brasileiros. Apesar dos avanços regulatórios, ainda há um número significativo de áreas de disposição inadequada em operação. Este artigo apresenta como ocorre esse processo de transição, o cenário atual no Brasil e a importância dessa mudança para a sustentabilidade urbana. Ao longo da leitura, você compreenderá os aspectos técnicos, operacionais e estratégicos envolvidos. Continue e entenda como essa transformação impacta diretamente a qualidade ambiental e a saúde pública.
O que diferencia lixões de aterros sanitários?
Os lixões são áreas de descarte irregular de resíduos, sem qualquer controle ambiental ou operacional. Nesses locais, os resíduos são depositados diretamente no solo, o que gera contaminação do solo, da água e do ar, além de riscos à saúde pública.
Os aterros sanitários controlados representam uma evolução significativa. Eles contam com sistemas de impermeabilização, drenagem de chorume e controle de gases, reduzindo impactos ambientais. Assim, a principal diferença está na gestão técnica e no controle dos processos envolvidos na disposição final dos resíduos.
Como funciona a transição na prática?
Segundo Marcello Jose Abbud, a transição de lixões para aterros sanitários envolve uma série de etapas técnicas e administrativas. Conforme aponta a prática, esse processo exige planejamento detalhado e investimento em infraestrutura.
A primeira etapa consiste no diagnóstico da área e no planejamento do encerramento do lixão. Em seguida, é necessário implantar um sistema adequado de destinação final, como um aterro sanitário ou a adesão a soluções regionalizadas. Esse processo também inclui ações de recuperação ambiental e inclusão social de trabalhadores que atuavam nos lixões.
Qual é o cenário atual no Brasil?
Apesar das diretrizes estabelecidas pela legislação, o Brasil ainda enfrenta dificuldades para eliminar completamente os lixões. Conforme aponta a análise do setor, muitos municípios, especialmente os de pequeno porte, ainda utilizam essas áreas devido à falta de recursos.

No entendimento de Marcello Jose Abbud, o avanço tem ocorrido de forma gradual, com maior adesão a modelos de regionalização e consórcios intermunicipais. No entanto, a desigualdade regional ainda é um fator relevante, exigindo políticas públicas mais efetivas e apoio técnico aos municípios.
Quais são os principais desafios dessa transição?
A transição para aterros sanitários controlados envolve desafios que vão além da questão técnica. Aspectos financeiros, institucionais e sociais influenciam diretamente o sucesso desse processo.
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Entre os principais desafios, destacam-se:
- Alto custo de implantação e operação de aterros sanitários;
- Falta de capacidade técnica em municípios menores;
- Dificuldades na gestão e governança dos sistemas;
- Necessidade de inclusão social de catadores;
- Resistência local à implantação de novas estruturas.
Esses fatores tornam o processo mais complexo. Como destaca Marcello Jose Abbud, a superação desses desafios depende de planejamento integrado e articulação entre diferentes níveis de governo.
Por que essa mudança é tão importante?
A substituição de lixões por aterros sanitários controlados traz benefícios significativos para o meio ambiente e para a sociedade. Segundo a análise prática, essa mudança reduz a contaminação ambiental e melhora as condições de saúde pública.
Conforme aponta Marcello Jose Abbud, a adoção de sistemas controlados permite o aproveitamento de resíduos e a implementação de práticas mais sustentáveis. Dessa forma, a gestão de resíduos passa a contribuir de forma mais efetiva para o desenvolvimento urbano.
Como acelerar esse processo no país?
A aceleração da transição exige uma combinação de políticas públicas, investimentos e inovação. Conforme aponta a prática, o apoio técnico e financeiro aos municípios é fundamental para viabilizar essa mudança.
Ademais, a adoção de modelos regionais e parcerias com o setor privado pode ampliar a capacidade de implementação. O fortalecimento da governança e o uso de tecnologias também contribuem para tornar o processo mais eficiente e sustentável.
Um passo essencial para cidades mais sustentáveis
Em última análise, a transição de lixões para aterros sanitários controlados representa um avanço essencial na gestão de resíduos no Brasil. Mais do que uma exigência legal, trata-se de uma medida estratégica para proteger o meio ambiente e melhorar a qualidade de vida da população.
Investir nessa transformação é fundamental para construir cidades mais sustentáveis e resilientes. Ao superar os desafios existentes, o país avança em direção a um modelo mais eficiente e alinhado às demandas ambientais contemporâneas.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez


